quinta-feira, 22 de junho de 2017

Nota Editorial


Infelizmente, volto a falar sobre o incidente acerca do odú RPG. Bem este jogo trato com um imenso carinho devido a minha fé e a mensagem que posso passar com ele, mas nem tudo são flores alguns vão criticar, faz parte do jogo, aceito e se errado eu mudo meu posicionamento. Entretanto quando iniciei a criação do jogo com a ajuda do Jorge Valpaços, uma pessoa de conduta e moral ilibada que me ajudou bastante e faz um trabalho grandioso no RPG entendendo o papel lúdico pedagógico do hobby não imaginava que de alguma forma iria despertar a vileza de alguma pessoa.

No texto da página afrofuturismo escrito pelo autor Fábio Kabral ele fala com todas as letras que, segundo ele, seria um oportunismo e um desrespeito para com o a religião e que não levei em conta a religião que eu sigo em nenhum momento. Ora se ele tivesse no mínimo lido o meu material, teria visto que além de iniciado eu pedi autorização para produzir o material aos meus mais antigos.

Em uma conversa com editora esta crítica dele fora citada e de certa forma fora crucial na não publicação, mas não é este o cerne da questão. Este autor afirmou e utilizando-se de sua posição ontológica ditou pelas suas regras quem deve e pode falar sobre o sagrado nas religiões de matriz afro e que temas não podem ser abordados, pois segundo ele não cabe a estes falar sobre o tema. Dotado de um cinismo autoritário então ele se faz de juiz e promotor da verdade.

Entretanto ele anunciou uma obra de literatura, muito criativa por sinal, mas para alguns pode soar até descaracterizante da cultura como um todo. Como afirmei desde o principio, aceito críticas e eu no texto dele fiz minha réplica (sem resposta), ele acusou-me de tais coisas e ainda utilizou de ameaça com orixá, ou ele é ingênuo ou age de má fé, pois tenho em minha fé o maior respeito e amor. Que meu pai oxalá continue me dando força e coragem pra seguir minha vida material e espiritual.

De fato orixá está de olho, mas quanto a minha pessoa este senhor equivocou-se, melhor agiu de mal caráter utilizando-se de sua posição como um verdadeiro demagogo e em toda sua excrescência demonstrou ser um autoritário e desleal.

-Felippe Bardo, Dofono de Òsògìyán 

10 comentários:

  1. Por várias vezes pensei em escrever alguma coisa para rpg baseada no espiritismo. Mas parece que a "caça às bruxas" do rpg nao ficou nos anos 80.
    Acho triste isso, e vejo pessoas usando Jesus de forma comuica a torto e a direito, e isso de forma alguma enfraquece o que os outros sentem por ele.

    Além, imagina q legal, uma pessoa tomar conhecimento de uma religiao rica atraves de quadrihos, jogos, filmes...de outra forma , como ele tomaria conhecimento?

    Tb te apoio, Bardo

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    1. Toda quesão sagrada pode ser trabalhadada, claro respeitando algumas coisas inerentes a ela e tendo responsabilidade no que vai fazer.
      Sim, é possível divulgar uma religião sem ser proselitista ou tendencioso.
      Obrigado pelo apoio Beltrame!

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    1. Mais uma prova de quão perigoso pode ser um discurso moralista falseado de "boa vontade"

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  3. Não entendo esse pessoal. Vivem reclamando da falta de espaço para a divulgação das nossas raízes africanas, mas quando vem alguém criar um jogo exatamente com esse fim, começa o mimimi.

    Apesar de ser ateu, sou super a favor da abordagem religiosa no RPG, desde que desvinculada de preconceitos ou que tenha um caráter didático. O GURPS Banestorm, o Agadá e agora o Odú RPG estão ae pra provar que religião pode sim viver harmonicamente com o RPG.

    Realmente não tem como falar que não foi má fé desse Fábio Kabral, um grandissíssimo hipócrita e oportunista é o que ele é.

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    1. Faço da suas, as minhas palavras José! Este senhor em primeira instância achei que era questão de ego, mas após ver as respostas por ele dada afirmo que é um canalha e mal caráter.

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  4. Sou um ateu convicto, e por vezes a fio militante... E, no entanto, estou transtornado de contrariedade (e espantado) pela forma odienta e canalha com a qual o ativista e autor Felippe Freitas foi tratado pelo sofista e pretenso defensor da cultura Afro-Brasileira, Fábio Kabral! Fábio Kabral e os demais críticos (deletérios e rábicos de Odú RPG) não parecem ter realmente lido atentamente o material ou se interessado em questionar o jovem Felippe Freitas sobre suas intenções e perspectivas em uma conversa franca, objetiva e conduzida de forma racional e adulta... Mas, não esmoreça Felippe "Bardo" Freitas, a verdade e a correção estão a seu lado! Não deixe que os "gusanos" o impeçam de realizar seus objetivos!

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    1. É complicado vc receber uma "pretensa" crítica em forma de acusação, quando o próprio é um farsante moral.

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